A depressão e os seus impactos no Brasil.

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema a depressão e os seus impactos no Brasil, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista

TEXTO 1:

Depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz alteração do humor caracterizada por tristeza profunda e forte sentimento de desesperança. É essencial identificar sintomas e procurar ajuda médica.

Depressão (CID 10 – F33) é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: anfetaminas).

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/. Acesso em 9 de dezembro de 2020.

TEXTO 2:

Depressão, o mal do século: de que século?

A depressão é uma doença pós-moderna? Alguns podem pensar que sim, pois está sendo muito comentada atualmente. O olhar da mídia direcionado para a depressão nos últimos anos, não é à toa. No último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão se situa em quarto lugar entre as principais causas de ônus entre todas as doenças, e as perspectivas são ainda mais sombrias. Se persistir a incidência da depressão, até 2020 ela estará em segundo lugar. Em todo o mundo, somente a doença isquêmica cardíaca a suplantará . No entanto, apesar dessas estatísticas, a depressão não é uma doença do século XXI. Perturbações há muito chamadas de melancolia são agora definidas como depressão. 

Primeiramente, vale a pena conhecermos a definição de melancolia. Etimologicamente, a palavra vem do grego melano chole, significando bílis negra. O termo depressão foi inicialmente usado em inglês para descrever o desânimo em 1660, e entrou para o uso comum em meados do século XIX2 . Conhecer a história da depressão nos leva a entender a invenção do ser humano como hoje o conhecemos e incorporamos. 

Antiguidade (500 a. C. – 100 d. C.)

 Mente sã em corpo são. Os gregos já partilhavam a ideia moderna de que as doenças da mente estão conectadas de algum modo à disfunção corporal. Hipócrates, no século V antes de Cristo, já conhecia e definia a depressão com a denominação de melancolia: “uma afecção sem febre, na qual o espírito triste permanece sem razão fixado em uma mesma idéia, constantemente abatido […]”

Idade Moderna (séculos XV a XIX)

Nesse período, vamos nos referir a grandes épocas culturais que ocorreram na Europa, como o Renascimento, o Iluminismo e o Romantismo. O depressivo, na visão do filósofo Arthur Schopenhauer, vive simplesmente porque tem um instinto básico e, assim como Voltaire, acreditava no trabalho. Não porque o trabalho gere alegria, mas porque distrai os homens de sua depressão essencial.

Idade Contemporânea (século XX até os dias atuais)

O advento dos psicofármacos e a criação da Organização Mundial de Saúde, em 1948, impulsionaram a tentativa de construir uma classificação internacional de doenças. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) surgiram como alternativa para o tratamento, substituindo o modelo do hospital psiquiátrico tradicional. O estigma ainda é muito grande, ouvimos frases que nos lembram a Idade Média, outras nos lembram a Idade da Razão. Conhecendo a história da depressão, o profissional pode tornar esses conceitos explícitos, analisá-los e decidir-se por mantê-los no atendimento às pessoas com depressão ou transformá-los, posicionando-se com consciência.

Fonte: http://www.facenf.uerj.br/v15n2/v15n2a22.pdf. Acesso em 9 de dezembro de 2020.