A incoerência entre o discurso e a prática

Leia os textos motivadores.

TEXTO 1

Falar é fácil. Fazer é que são elas… diz o ditado popular. As palavras saem com muita facilidade de nossa boca. Agir é sempre mais difícil. E quando notamos, estamos falando coisas que não fazemos; criticando coisas que igualmente fazemos; apontando o dedo para os erros alheios sem enxergar os que cometemos. A coerência entre o discurso e a prática, entre o que falamos e fazemos é um dos maiores desafios a todos nós – e a nossa credibilidade depende dessa coerência.

Adaptado de:https://www.anthropos.com.br/280-textos-de-motivacao-e-sucesso/1236-a-incoerncia-entre-o-discurso-e-a-prtica.html

TEXTO 2

Ao contrário do tratamento duro que dispensam a políticos ou a empresários que ganham notoriedade por malfeitos, os brasileiros comuns adotam regras mais maleáveis, flexíveis e suaves ao julgar suas incursões pelo mundo das irregularidades. A pesquisadora K., de 34 anos, perdeu a mãe em 2016. O combate à doença que a matou durou dois anos, e ao final ela e o irmão estavam atolados em dívidas. A pior situação era a do irmão, que tinha o nome sujo e havia comprado um carro financiado no nome da mãe. Para sanar metade do problema, ele decidiu vender o veículo. Mas, para transferir a titularidade e poder vender o carro, era preciso fazer o inventário — o que levaria tempo — e pagar as taxas obrigatórias. Os irmãos decidiram então falsificar a assinatura da falecida e fazer o procedimento com data retroativa. “Demos um jeitinho brasileiro. A burocracia deste país nos obriga a fazer essas coisas”, disse o irmão. “Não tinha o que fazer. Mas somos supercontra a corrupção”, complementou K.

Adaptado de: https://www.anthropos.com.br/280-textos-de-motivacao-e-sucesso/1236-a-incoerncia-entre-o-discurso-e-a-prtica.html

TEXTO 3

A corrupção é uma questão cultural, e apresenta-se nas mais variadas formas sempre que alguém utiliza práticas ilegais para atender interesses pessoais ou de familiares, que muitas vezes podem até prejudicar outras pessoas. Todos nós, em maior ou menor grau, já cometemos algum ato corruptivo. São posturas praticadas no nosso cotidiano de forma sutil, simples, aceitável pela maioria, mas que não deixam de ser atitudes corruptas que poderão, um dia, causar grandes impactos. É óbvio que não como as consequências dos atos que hoje presenciamos por parte de nossos representantes, mas são prejudiciais, pois são desvios de caráter, maus exemplos para as crianças e jovens que costumam espelhar-se nos adultos, em especial nos pais. Sempre que criticamos os corruptos e dizemos que não somos culpados pelo que acontece, estamos nos omitindo e transferindo para o outro a responsabilidade de nossos atos na tentativa de justificar nosso erro.

Adaptado de: https://www.sulinfoco.com.br/pequenas-corrupcoes

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema a  incoerência entre o  discurso e a prática. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

A versão final do seu texto deve:

1 – conter um título na linha destinada a esse fim;

2 – ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado -, e máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco terão esses espaços descontados do cômputo total de linhas.