Caminhos para diminuir a poluição sonora.

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema caminhos para diminuir a poluição sonora, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1

A poluição sonora pode, em alguns indivíduos, causar estresse, e com isto interferir na comunicação oral, base da convivência humana, perturbar o sono, o descanso e o relaxamento; impedir a concentração e aprendizagem. (…) A poluição sonora frequente, por exemplo, através de aviões, pode causar danos à saúde humana mesmo a partir de níveis de ruídos baixos. Já, em 1910, Robert Koch profetizou: “Um dia, a humanidade terá que lutar contra a poluição sonora, assim como contra a cólera e a peste“. O ponto de ataque da poluição sonora não é o aparelho auditivo, mas sim o sistema endócrino, especialmente as glândulas que produzem o cortisol e outros corticosteroides. Desta maneira, níveis de ruído a partir de 45 dB podem ser nocivos à saúde humana, quando a diferença de medição for maior que 3 dB do nível de ruído de fundo. Já, a partir de 55 dB, pode-se considerar uma fonte sonora como incómodo.

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Polui%C3%A7%C3%A3o_sonora. Acesso em 15 de outubro de 2020.

TEXTO 2

Os ouvidos, por serem também receptores das comunicações, são alvo de muita propaganda, além dos barulhos de carros, motos e ônibus, as conversas simultâneas, o telefone fixo e o celular. E, como os ouvidos são utilizados também em momentos de lazer, como ouvir as músicas prediletas, as pessoas tentam fugir dos incômodos barulhos das cidades por meio de um ipod, celular ou aparelhos MP3, mas, na maioria das vezes, no maior volume possível, prejudicando muito a audição.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ouvido humano tem limite de 65 decibéis (dB) e, após este valor, o organismo sofre estresse. Ruídos acima de 85 dB aumentam o risco de comprometimento auditivo. É interessante saber que sons acima de 130 dB chegam a provocar dor. E, para se ter um parâmetro, um secador de cabelo atinge 85 a 90 dB, enquanto a turbina de um avião é de aproximadamente 130 dB. Por isso, quem trabalha em aeroportos e em locais com nível de ruído acima do permitido devem usar proteção auricular.

Os efeitos da poluição sonora no organismo são muitos e dependem do tempo de exposição, da intensidade sonora e da suscetibilidade de cada indivíduo. Pode ocorrer perda auditiva temporária ou permanente, zumbido, intolerância a sons, estresse, ansiedade, dores de cabeça, problemas circulatórios, tonturas, taquicardia, alterações do sono e apetite, liberação de hormônios, insônia. 

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/poluicao-sonora.htm. Acesso em 15 de outubro de 2020.

TEXTO 3

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, responsável pela fiscalização de poluição sonora no município do Rio de Janeiro, atua no controle proveniente da emissão de sons e ruídos em decorrência de quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais, religiosas ou recreativas, devidamente licenciados, obedecendo aos padrões, critérios e diretrizes estabelecidas pela Lei Municipal 3.268/01, sem prejuízo da legislação federal e estadual aplicáveis.

A Secretaria dispõe de 12 decibilímetros e 14 técnicos para a fiscalização das demandas na Cidade. (…) É importante que a população entre em contato através do canal 1746 e que o reclamante se identifique, forneça os seus dados para contato e detalhes da ocorrência, como dia e horário em que acontecem. A verificação é feita dentro da residência do denunciante em alguns casos. Os dados são sigilosos.

Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/web/smac/poluicao-sonora. Acesso de 15 de outubro de 2020.