Como diminuir os índices de desemprego no Brasil?

Leia os textos motivadores.

TEXTO 1

“No mundo ideal, o desemprego seria zero e os salários de todos seriam milionários. Só tem um problema: a gente não vive no mundo ideal, a gente vive no mundo real. No mundo real, o que determina os salários e o desemprego são duas coisas: a produtividade e a demanda para comprar produtos e serviços oferecidos por determinada empresa. A questão é que essa demanda oscila, variando de acordo com a força da economia: com a economia forte, as pessoas compram mais; se ela estiver fraca, as pessoas compram menos. Quando as vendas caem, e os salários não podem ser diminuídos, o resultado é demissão. Se os salários fosse mais flexíveis, o que aconteceria seriam acordos, no qual temporariamente as pessoas receberiam menos, mas não perderiam os empregos. Em outras palavras, quanto mais inflexível é o mercado de trabalho, mais alto tende a ser o desemprego. Essa é uma das explicações pelas quais o desemprego é mais elevado no Brasil do que na maioria dos países. Mas como é que a gente consegue fazer com que, não só o desemprego seja mais baixo, mas as pessoas ganhem cada vez mais? Para o desemprego ser mais baixo, o mercado de trabalho deve ser mais flexível. Uma das coisas que foi nessa direção é a reforma trabalhista. Outro aspecto importante é como fazer os salários subirem, e a resposta para isso é produtividade: só ganharemos mais se formos mais produtivos. Para isso, precisamos melhorar a educação, mais automação e menos burocracia.”

Adaptado de: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/ricardo-amorim/como-diminuir-o-desemprego-e-aumentar-os-salarios-no-brasil/

TEXTO 2

Na última década, as transformações por que passou a economia provocaram significativas mudanças na dinâmica do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego geral cresceu acentuadamente e aumentou o trabalho precário. De maneira geral, a oferta de postos de trabalho, em especial de postos de trabalho decentes, foi insuficiente para fazer frente ao crescimento da população economicamente ativa (PEA). Ademais, elevaram-se as exigências para contratação, dificultando a inserção de quem não tem escolaridade média e, mais ainda, para quem não completou o ensino fundamental.

O problema da primeira inserção no mercado agrava-se na medida em que parcela significativa da PEA juvenil é absorvida pelo mercado informal, sem experiência reconhecida pelo mercado formal de trabalho, ou sem meios de comprová-la posteriormente. De fato, tende a ser elevado o percentual de jovens que trabalham como assalariados (empregados), sem registro em carteira ou outro tipo de formalização. Entre os jovens assalariados (empregados) de 16 a 19 anos, 62,4% trabalham sem carteira assinada, situação enfrentada por 41,8% dos que possuem de 20 a 24 anos de idade.

No entanto, a necessidade de ações imediatas, com resultados concretos no curto prazo, não deve substituir a implementação e/ ou incremento de políticas de retornos mais demorados, como o investimento na qualificação profissional e na escolarização dos jovens. Tais políticas são cruciais para que se possa garantir aos jovens maiores oportunidades de trabalho decente e produtivo.

Adaptado de: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/4901/7/mt_021_6combate.pdf

TEXTO 3

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,8 % no trimestre encerrado em agosto, atingindo 12,6 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dos sinais de recuperação do mercado de trabalho, os dados do IBGE mostram que o aumento da população ocupada tem sido puxado sobretudo pelo avanço da informalidade, que atingiu nível recorde, atingindo 41,4% da população ocupada, ou 38,8 milhões de brasileiros. 

Segundo o IBGE, os número de trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada bateram um novo recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.A categoria por conta própria chegou a 24,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em agosto, o que representa uma alta de 4,7% (mais 1,1 milhão de pessoas) em relação ao mesmo período de 2018.

Adaptado de: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/09/27/desemprego-fica-em-118percent-em-agosto-diz-ibge.ghtml

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema como diminuir os índices de desemprego no Brasil, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.