Como prevenir doenças cardiovasculares?

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A patologia atinge cerca de 5% da população com mais de 75 anos. Ou seja, um em cada 20 idosos a partir dessa faixa etária, e pode levar o paciente  à morte. Trata-se de um procedimento percutâneo, que permite a implantação de uma válvula nova sem a necessidade de uma cirurgia mais invasiva.

Principal órgão do sistema cardiovascular, o coração é responsável por bombear sangue para todo o corpo. Se parar de bater, interrompe o funcionamento de todos os outros órgãos. Por isso, a atenção às doenças cardiovasculares é fundamental. Elas são a principal causa de mortes no Brasil e no mundo. 

Apesar de afetar todas as faixas etárias, os idosos são o grupo mais propenso ao desenvolvimento de enfermidades cardíacas. Isso ocorre, por causa do enfraquecimento do organismo com o passar dos anos, como explica o Coordenador do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês e professor de Cardiologia da Universidade de Brasília, Carlos Rassi.


“Alguns desses motivos são o próprio envelhecimento, o tempo de doenças, tempo dos fatores de risco, dentre outras possibilidades. Exemplo, um idoso que fuma teve mais tempo de carga tabágica, o idoso que não faz atividade física teve mais tempo de sedentarismo, o idoso obeso teve mais tempo de obesidade e isso tudo corrobora para o aumento da propensão de ter a doença cardiovascular estabelecida nessa faixa etária,” afirma. 

Quais são as causas e sintomas das doenças cardiovasculares?

As cardiopatias congênitas são anomalias na estrutura e nas funções do coração durante o desenvolvimento do feto, e podem ser descobertas logo nos primeiros anos de vida. Outras doenças cardiovasculares, no entanto, surgem ao longo dos anos. Os diabéticos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto. 

A OMS alerta que, em muitos casos, não há sintomas, sendo o ataque cardíaco o primeiro sinal de alerta. Entretanto, dor ou desconforto no centro do peito, braços, ombro esquerdo, cotovelos, mandíbula ou costas podem ser indícios. Dificuldade em respirar ou falta de ar, sensação de enjoo ou vômito, desmaio ou tontura, suor frio e palidez também podem ser sintomas. Carlos Rassi destaca a importância de ir ao pronto-socorro mais próximo diante de algum desses sintomas. 

“Qualquer sintoma de dor no peito, falta de ar, perda de consciência, perda de força muscular, perda de sensibilidade, procurar um pronto-socorro imediatamente é a recomendação mais adequada para você fazer o tratamento e o manejo inicial e evitar sequelas futuras, para  aumentar a sobrevida dos pacientes”, orienta. 

Adaptado de: https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/ministerio-da-saude-inclui-procedimento-cardiaco-na-tabela-do-sus

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Fonte: https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/ministerio-da-saude-inclui-procedimento-cardiaco-na-tabela-do-sus

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Quebrando antigos tabus, pessoas com doenças cardiovasculares não só podem como devem praticar atividade física regularmente – a prática também faz parte do tratamento, devendo ser realizada de acordo com a capacidade individual e limitações da condição. A inatividade física, aliada ao elevado tempo em comportamento sedentário, tem o potencial altíssimo de agravar esses problemas e ocasionar novos. Assim como o restante do corpo, o coração também é um músculo e, portanto, será beneficiado pela atividade física. E as vantagens vão ainda mais além! 

De acordo com Cláudia Lúcia Forjaz, professora na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, já existem diversas evidências que mostram como a atividade física, desde que praticada de forma adequada e respeitando os limites individuais, pode contribuir tanto para a prevenção de doenças cardíacas quanto para o controle dessas doenças para  quem já possui o diagnóstico. 

Isso acontece porque a atividade física melhora a função do sistema cardiovascular em geral e ainda ajuda a controlar os fatores de risco cardiovasculares que, quando presentes, aumentam a chance de o indivíduo desenvolver problemas cardíacos.  Hábitos, fatores e condições como a obesidade, o tabagismo, o colesterol alto, a idade, a alimentação inadequada, o histórico familiar, o diabetes, a hipertensão e o comportamento sedentário estão significativamente associados ao risco de doenças cardiovasculares. 

No Brasil, as doenças cardiovasculares configuram a principal causa de morte. De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade, no ano de 2020, 109.556 pessoas vieram a óbito por IAM. E a prática regular de atividades físicas, associada ao controle do colesterol elevado e a uma alimentação adequada e saudável, tende a reduzir em 80% esses óbitos.

Recomendações para quem já desenvolveu alguma doença cardiovascular

O receio de praticar atividade física quando se tem o diagnóstico de uma doença no coração, de certa forma, tem uma justificativa. Isso porque existem cardiopatias que muitas vezes limitam temporariamente a prática da atividade física, mas que depois de controladas  os indivíduos acometidos podem voltar à ativa. Ainda nesse sentido, Cláudia Lúcia reforça que existem recomendações de atividade física de acordo com a doença apresentada ou até mesmo para o fator de risco presente no indivíduo, como por exemplo a obesidade. 

Segundo ela, em termos de atividade física no sentido mais amplo, conforme apresentado pelo Guia de Atividade Física para a População Brasileira, todo mundo precisa ser mais ativo e praticar mais atividade física no seu dia a dia. Sempre respeitando os próprios limites. Do ponto de vista dos exercícios físicos, que são as atividades planejadas e estruturadas, é preciso uma prescrição profissional para as pessoas que sofrem com doenças do coração. 

Dentro desse contexto, a especialista lista duas categorias que são as mais estudadas: exercícios aeróbicos e exercícios resistidos. Os exemplos de aeróbicos são: caminhada, dança ou natação. É o tipo de atividade mais recomendado, pois traz mais benefícios ao sistema cardiovascular. Já os exemplos de exercícios resistidos são: ginástica e musculação. São atividades que proporcionam mais benefícios musculoesqueléticos e menos no sistema cardiovascular. 

Desde que observados os devidos cuidados e as devidas orientações, os exercícios resistidos podem complementar os aeróbicos, que são as indicações principais para quem sofre com doenças do coração ou que apresenta condições de risco como a hipertensão. Isso porque, a depender da doença, um exercício de força pode prejudicar. Uma pessoa com hipertensão, por exemplo, pode apresentar contraindicações para trabalhar com altas intensidades na musculação. Isso aumentaria muito a sobrecarga cardiovascular. Mas de uma forma geral, é importante que as atividades físicas para esse público sejam preferencialmente leves a moderadas, explica a professora.

Adaptado de: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-exercitar/noticias/2022/como-a-atividade-fisica-protege-o-coracao

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Fonte: https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/ministerio-da-saude-inclui-procedimento-cardiaco-na-tabela-do-sus

PROPOSTA

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre como prevenir as doenças cardiovasculares no Brasil, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.