Como promover a inclusão digital no Brasil?

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema como promover a inclusão digital no Brasil, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1:

Em 2015, a ONU anunciou 17 metas globais para os próximos 15 anos. A do Brasil foi Redução das Desigualdades.

No levantamento mais recente sobre conectividade nas favelas, de setembro, o Data Favela divulgou que 57% dos usuários que acessam à rede nas regiões periféricas tiveram aumento de renda graças à internet. É bastante significativo se considerarmos que os 12,3 milhões de moradores de favelas no Brasil movimentaram, segundo a mesma fonte, US$ 19,5 bilhões em 2015 até o mês passado.

O fato é: a inclusão digital não é total, mas chegou.

Com maior poder de consumo das classes mais pobres, a tecnologia serve como aliada para moradores de periferias se tornarem, nas palavras dos próprios, protagonistas. Hoje a maioria deles possui smartphone – 9 em cada 10 residentes de Heliópolis usam a internet pelo celular, conforme pesquisa do Facebook feita com 1950 pessoas neste ano. O dispositivo serve para tudo: ver notícias, comunicar, empreender, entreter, pesquisar. “Tem muitos casos de pessoas que conseguiram emprego com vagas que viram na internet ou graças a um estudo online”, me falou Francisco José de Lima, o Preto Zezé, presidente da Cufa, a Central Única das Favelas, para citar como é grande a abrangência dos celulares nessas regiões.

Disponível em: https://www.vice.com/pt_br/article/78457e/por-dentro-da-inclusao-digital-do-brasil. Acesso em 30 de junho de 2020.

TEXTO 2:

Na década de 30, um artesão provavelmente até os 30 anos de idade aprendia com seus mestres e após passava a ensinar seus conhecimentos. Hoje, um engenheiro, ao sair da universidade, já tem boa parte do seu conhecimento desatualizado. Há a necessidade de aprendermos, permanentemente, nesta sociedade completamente diferente e interativa e repensarmos a forma com que os professores tratarão as questões daqui para adiante. Porém, mais importante ainda que saber é saber onde encontrar as informações e saber continuar aprendendo.

Outro aspecto importante desse processo é que o exercício da democracia plena pode ser muito potencializado com a Internet. Se ela estiver bem distribuída nas diversas camadas sociais, as pessoas poderão, por exemplo, votar sobre mudanças na sua rua, sobre o orçamento da sua cidade, sobre quais obras devem ser feitas ou não. No Brasil temos grandes exemplos disso com a aplicação do Orçamento Participativo, que possibilitou diversas contribuições ao exercício da democracia. Esse é um instrumento que pode ser ainda mais potencializado com a transparência do Estado e a prestação de contas à sociedade de tudo o que o governo faz. É importante que o Estado sempre esteja auscultando a sociedade em todos os momentos da vida pública e, nesse sentido, a Internet nos permitirá radicalizar a democracia.

Qualquer que seja a sociedade da informação para a qual vamos caminhar, da mais democrática a mais autoritária, ambas podem ser construídas e, certamente, usarão recursos da tecnologia da informação para serem implantadas. Desde o porteiro até o mais alto qualificado engenheiro de software, todos precisarão usar esses recursos.

Disponível em: http://revista.ibict.br/inclusao/article/view/1502/1687. Acesso em 30 de junho de 2020.