Texto 1
O Programa Jovem Senador e o portal de conectividade do Senado com a população e-Cidadania serviram de inspiração para a criação do novo programa de participação juvenil da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Nosso Parlamento. O projeto irá escolher 24 jovens de até 19 anos de escolas do DF para atuarem como deputados distritais e apresentarem projetos de lei que poderão ser analisados pela Câmara. O coordenador do Programa Jovem Senador, George Cardim, destacou a importancia de projetos que trazem a população para mais perto do processo legislativo.
Texto 2
Como está a participação do jovem na política atualmente?
Conforme inciso II, §1º do art. 14 da Constituição Federal, jovens de 16 e 17 anos possuem o direito ao voto facultativo. Assim, eles têm o poder de escolha se irão votar ou não. Essa lei foi introduzida somente em 1988, após a ditadura militar no Brasil, como parte do processo de redemocratização e da inclusão de mais grupos sociais na política.
Nas primeiras eleições após esse decreto, o número de jovens que compareceram às urnas foi significativo: em 1992, foi de 3,2 milhões. Todavia, como o impeachment do então presidente Fernando Collor, o engajamento dos jovens entrou em decadência. Nas eleições de 1994, a participação jovem caiu para 1,1 milhão de eleitores.
A partir desta queda, os dados não se mantiveram estáveis. Um crescimento da participação jovem em um momento, uma diminuição no outro. Porém, algo está sempre presente: os números de jovens eleitores são sempre extremamente baixos. De acordo com dados do TSE, se realizada uma estatística de todas as eleições desde 1990, os jovens representaram de 1,5% a 2,5% de todo o eleitorado nacional.
Em 2022, após múltiplas campanhas governamentais de incentivo à participação jovem nas eleições, 2.530.875 pessoas de 16 a 18 anos tiraram seu título de eleitor. Na realidade, esse número quase dobrou desde 2018, mas ainda é relativamente baixo, considerando que somente 1,7 milhões, de fato, foram às urnas.
Texto 3
Redes sociais ajudam os jovens a se interessarem mais pela participação na política
De acordo com Hannah Maruci Aflalo, a campanha para incentivar o voto dos jovens feita pela internet ajudou a descomplicar temas da política institucional e a criar um sentimento de identificação entre os adolescentes.
A campanha utilizou as redes sociais como um canal para atrair esse público e o uso de imagens de figuras públicas e famosas foi uma estratégia de comunicação. Para a doutoranda, é extremamente válido adaptar a forma com que essas discussões são feitas: “Não é porque a gente tem [essas discussões] em formato diferente que elas não abordam com importância o tema de política. Uma pesquisa mostrou que não é que os jovens não se interessam por política, eles se interessam pelos temas e como são tratados no TikTok, no Instagram e de formas menos constitucionais”.
Sobre a possibilidade de se discutir os temas políticos de forma profunda nas redes sociais, Hannah admite que existe um limite, mas que a internet serve principalmente para chamar a atenção dos jovens em primeiro momento. “Não dá para se bastar nas redes sociais, mas pode-se começar ali para chegar nas pessoas que não estão [nas redes]”, afirma.
Por fim, ela reflete sobre a comparação feita entre os jovens que participaram das manifestações de 2013 com os jovens de 2022, que se mobilizam, geralmente, pela internet: ”O jovem de 2013 é totalmente diferente do jovem de 2022, porque o de 2022 se tornou jovem ainda na pandemia e ir para as ruas não era uma opção. Então para ele, o on-line não é outra vida, o on-line é a vida. Ali ele está se formando e vendo as possibilidades de ação”. Ela opina que a conexão da internet com o físico será importante para as eleições deste ano.
A respeito do assunto envolvendo a participação de jovens no cenário político, o professor Antonio Euzébios Filho, em entrevista concedida ontem (10) ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, aborda o tema da disputa pelo voto das novas gerações em ano de eleição. Entre outros pontos, destaca que um dos tópicos mais apontados pelos jovens, especialmente por aqueles que buscam engajamento e participação política, é a esperança.
Disponível em https://jornal.usp.br/atualidades/redes-sociais-ajudam-os-jovens-a-se-interessarem-mais-pela-participacao-na-politica/
Proposta
A juventude brasileira, em sua diversidade de ideias e perspectivas, exerce um papel fundamental na formação do futuro político e social do país. Nos últimos anos, as mobilizações juvenis têm ganhado destaque, seja nas ruas, seja em campanhas digitais ou, ainda, em espaços formais de decisão. Entretanto, a participação política dos jovens ainda enfrenta desafios, como o descrédito nas instituições e a falta de representatividade.
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre os desafios para mobilizar a participação política dos jovens na construção do futuro do Brasil, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
