Mulheres na Ciência

Texto 1

Estudo aponta queda da presença feminina na ciência no Brasil

Uma nova pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revela uma redução no percentual de mulheres que concluem cursos nas áreas de ciências, tecnologia, engenharias e matemática no Brasil no período pós-pandemia. Para a Dra. Josina Nascimento, gestora da Divisão de Comunicação e Popularização da Ciência do Observatório Nacional, essa queda está diretamente relacionada à sobrecarga enfrentada pelas mulheres durante a pandemia. Buscando reverter esse cenário, o Senado analisa o Projeto de Resolução (PRS 28/2023), que propõe medidas para estimular a participação de estudantes do sexo feminino em olimpíadas internacionais.

Fonte:https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2025/02/13/estudo-aponta-queda-da-presenca-feminina-na-ciencia-no-brasil

Texto 2

Fonte: https://www.ufms.br/mulheres-na-ciencia-2022-abre-inscricoes-para-propostas-de-pesquisas-vinculadas-a-ods/

Texto 3

Fonte: https://www.ufms.br/mulheres-na-ciencia-2022-abre-inscricoes-para-propostas-de-pesquisas-vinculadas-a-ods/

Texto 4

Como os estereótipos de gênero afastam meninas e mulheres do universo das ciências?

Ana Nery Lima: Desde cedo, meninas são desencorajadas a se interessar por STEM devido a normas de gênero. A crença de que essas áreas são “masculinas” afeta a confiança e o interesse, como mostra o estudo de Cimpian et al, publicado na revista Child Development em 2011, que revela que meninas entre 6 e 8 anos já associam a matemática aos meninos. Além disso, a pouca visibilidade de mulheres cientistas reforça essa percepção.

Meninas com menos de seis anos acreditam que “pessoas brilhantes” podem ser de qualquer gênero, mas, ao crescerem, passam a ver o “brilhantismo” como característica masculina. Isso impacta suas escolhas profissionais: segundo a UNESCO (2024), apenas 35% dos estudantes de STEM no ensino superior são mulheres, e no Brasil, menos de 20% atuam em tecnologia da informação.

Temos pesquisas sobre a desigualdade de acesso ao estudo das ciências?

Ana Nery Lima: O relatório PISA (2022) aponta que, no Brasil, meninos superam meninas em matemática por 8 pontos, enquanto as meninas são melhores em leitura por 17 pontos. Globalmente, meninos superam meninas em matemática em 40 países, mas em 79 de 81 países, as meninas têm melhor desempenho em leitura.

Segundo a ONU Mulheres, apenas 25% dos profissionais de tecnologia são mulheres, e elas ganham 20% menos que os homens na área. Além disso, meninas realizam o dobro de trabalhos domésticos que meninos, reduzindo seu tempo de estudo e pesquisa, conforme estudo da Plan International Brasil, publicado em 2021.

Quais são os caminhos para mudar essa realidade?

Ana Nery Lima: Para ampliar a participação feminina em STEM, é essencial desconstruir estereótipos desde a educação básica. Escolas devem promover um ambiente inclusivo, fortalecer a confiança das meninas em matemática e ciências e utilizar materiais que representem mulheres na ciência.

Dar visibilidade a mulheres cientistas, criar programas de mentorias e incentivar meninas em feiras de ciências e clubes de robótica também são estratégias eficazes. Políticas de incentivo, como bolsas específicas e financiamento de pesquisas lideradas por mulheres, são necessárias para reduzir desigualdades. Segundo a UNESCO, apenas 28% dos pesquisadores globais são mulheres, e no Brasil, apenas 14% das bolsas de produtividade do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) são concedidas a cientistas mulheres.

Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/bruna-ribeiro/meninas-mulheres-ciencia-desafios-caminhos-para-inclusao/

Proposta 

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para promover a participação da mulher na ciência no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.