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O Brasil, de modo geral, possui uma alimentação boa. De acordo com a Avaliação Nutricional da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017-2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade (53%) de todas as calorias que os brasileiros consomem vêm de alimentos in natura. Os ultraprocessados, que vêm ganhando espaço, são consumidos com frequência por menos de 19% da população, número bem abaixo de países como Estados Unidos, onde mais da metade dos habitantes consome estes itens.
No entanto, a pesquisa da Nutrinet Brasil aponta um avanço desta categoria sobre as regiões Norte e Nordeste. O crescimento foi maior entre a parcela mais pobre e com menor escolaridade destas duas regiões, o que, segundo avaliação preliminar da equipe, sugere uma desigualdade social na resposta à pandemia – os mais abastados podem comer melhor, diferente dos mais pobres.
Os alimentos ultraprocessados são formulações industriais com adição de várias substâncias para atribuir cor, sabor e aroma à mistura. Eles passam por vários processos químicos e levam, inclusive, ingredientes culinários que não são encontrados nas cozinhas brasileiras, como gordura vegetal hidrogenada e amido modificado, chamados aditivos. São produtos como refrigerantes, salgadinhos, biscoitos doces e salgados, refeições prontas e pré-prontas como lasanha congelada e macarrão instantâneo.
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Seis pesquisadores projetaram as oscilações no valor dos itens alimentares até 2030 com informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eles encontraram um ponto de inversão no qual a comida saudável se torna mais cara do que a comida que também é conhecida como “porcaria”.
Em 2017, os alimentos saudáveis tinham preço médio de R$ 4,69 por quilograma e os não-saudáveis, de R$ 6,62 por quilo. Em 2026, o custo de ambos se tornaria igual, prevê a pesquisa. Em 2030, os cientistas calculam que a comida saudável teria valor de R$ 5,24 por quilo, enquanto a comida “porcaria” teria custo de R$ 4,34 por quilo.
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Uma importante ferramenta para incentivar a alimentação saudável é o Guia Alimentar para a População Brasileira. A publicação é o principal orientador de escolhas alimentares mais adequadas e saudáveis pela população, baseado principalmente no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. As informações também são úteis para a prevenção e controle de doenças específicas, como a obesidade, a hipertensão e o diabetes.
“É um Guia Alimentar que traz uma perspectiva nova, abrangente, de qualidade, baseado em evidências, com recomendações muito fáceis de compreensão para os consumidores escolherem alimentos de verdade, preferir a comida de verdade e evitar os ultraprocessados. Acho que um desafio ainda é disseminar as orientações do Guia para a população como um todo para que as pessoas tenham acesso à informação qualificada”, apontou Ana Paula Bortoletto, pesquisadora do IDEC.
Também para incentivar uma alimentação adequada e saudável, o governo brasileiro se comprometeu a reduzir 144 mil toneladas de açúcar de bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados. O acordo segue o mesmo parâmetro do feito para a redução do sódio, que foi capaz de retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos.
Proposta
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para promover uma alimentação saudável no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
