IFGO 2019
TEXTO 1
Racismo e Discriminação – Skabando
Apenas uma imagem será o suficiente?
Prá você julgar o que há na sua frente
Procure saber o que querem lhe propor
Esqueça sua raça, esqueça sua cor
Cure esta doença chamada preconceito
Perceba que você também não é perfeito
Você parece um cego em meio a escuridão
Na verdade é mais um fraco sem opinião
Melhore o que há dentro de você
Antes de julgar o que você vê
Cresça e apareça, fique na miúda
Não julgue pelas cores, isso já ajuda
Rosa não é gay, preto não é sujo
O branco pede paz, e age como imundo?
Abasteça sua mente com um pouco de atitude
Não seja um ignorante, apenas mude
Não discrimine sua própria inteligência
Respeite a si próprio, cresça
Melhore o que há dentro de você
Antes de julgar o que você vê
Disponível em: https://www.letras.mus.br/skabando/1771064/
TEXTO 2
Disponível em: https://www.jpnews.com.br/mato-grosso-do-sul/charge-do-dia-pobreza/105244/
TEXTO 3
O preconceito oculto
O Brasil prefere o mito da democracia racial e fecha os olhos para a intolerância.
Desigualdade: O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), do Ministério do Planejamento, iniciou, em março, uma de suas pesquisas mais ambiciosas. Sob a coordenação do economista Ricardo Henriques, o instituto quer fazer um diagnóstico da desigualdade racial brasileira em todos os seus aspectos. […] Os resultados mostram que as leis existentes de nada adiantam. Um trabalhador branco ganha, em média, R$ 573 mensais. O negro, R$ 262. Nos dados do Ipea, o branco passa mais tempo na escola (6,3 anos) do que os negros (4,4 anos). […] O Ipea concluiu também que, se os negros tivessem a mesma escolaridade dos brancos, ainda assim seus rendimentos seriam 30% menores, de R$ 407. A diferença é fruto da discriminação no mercado de trabalho e nesse campo não houve avanços no último século. […]
“Precisamos de ações afirmativas para reduzir essa distância. Uma delas é garantir um tempo maior de permanência na escola para os negros”, afirma Henriques. Ele defende a adoção de cotas para negros no serviço público, nas empresas e nas universidades. O sociólogo Luiz Antônio de Souza, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, ressalta que o Brasil é um dos países mais injustos quando se trata de distribuição de renda. Como a pobreza é muito gritante e, historicamente, foi construída a imagem de que os negros são incompetentes, e por isso pobres, a questão racial foi maquiada. “Sempre se deu mais importância para a questão social, dizendo: ‘Vamos combater a pobreza que a situação racial vai ser resolvida.’ Isso não é verdade. A discriminação não está associada à pobreza. Ela é racial e, no caso dos gays, sexual. Fazer essa ligação é não aceitar o preconceito. No Brasil não se encara a questão racial como um problema”, analisa.
Disponível em: https://istoe.com.br/38680_O+PRECONCEITO+OCULTO/
A partir dos textos motivadores, produza um texto expositivo-argumentativo, apresentando proposta de intervenção, com clareza de argumentos, para responder à seguinte questão: como superar nossas dificuldades em respeitar as diferenças?
