Há lugar para o altruísmo na sociedade contemporânea?

Leia os textos motivadores.

TEXTO 1

Sem esperar nada em troca: é possível fazer diferença pelo simples prazer de ajudar o próximo

Em meio a tanta intolerância, que se caracteriza pela irracionalidade dos comportamentos nos últimos anos, ainda há quem se preocupe com o seu semelhante, dedicando-se a uma vida de altruísmo. O termo, criado pelo filósofo francês Auguste Comte, em 1831, caracteriza-se pelo conjunto de disposições humanas, individuais ou coletivas, que predispõe as pessoas a se dedicarem à felicidade do seu semelhante. Seria, segundo Comte, o ato de viver pelo outro, descartando qualquer manifestação de egoísmo.

Pessoas que fazem campanha de doação de alimentos, brinquedos ou agasalhos para os mais necessitados; gente que distribui sopa para moradores de rua; voluntários que levam um pouco de alegria a enfermos nos hospitais; idealizadores de campanhas de doação de medula; profissionais que reservam um minuto do seu tempo à leitura para cegos… Tudo isso sem esperar nada em troca. Elas fazem pelo prazer de ajudar e com muita disposição para tornar o mundo um lugar melhor para se viver.

Segundo os preceitos de Dalai Lama, que recentemente completou 80 anos, uma atitude altruísta tem poder de cura. Em A medicina do altruísmo, um de seus ensinamentos, o líder espiritual do budismo tibetano afirma que muitas doenças podem ser curadas pela medicina do amor e da compaixão, que são a base estrutural da felicidade humana.

Aos preceitos de Dalai Lama soma-se um pouco de alegria, segundo o artista Eliseu Custódio, coordenador geral do Instituto Hahaha, Organização Não Governamental (ONG) sem fins lucrativos. A ONG foi criada há três anos, depois que o projeto Doutores da Alegria suspendeu suas atividades em Belo Horizonte. Surgiu do sonho de levar mais saúde aos ambientes hospitalares por meio do riso. Funciona com a intervenção de palhaços profissionais no tratamento de crianças enfermas.

A equipe de “besteirologistas” do Hahaha é formada por 14 palhaços, que levam alegria a quatro hospitais em Belo Horizonte: Hospital das Clínicas, Santa Casa de Misericórdia, Hospital da Baleia e Hospital João Paulo II. “É um trabalho contínuo, feito duas vezes por semana em cada hospital, durante todo o ano. Só não há nas quartas-feiras, que é dia de treinamento. Costumo dizer que fazemos parte da equipe hospitalar e os profissionais médicos dizem que é um programa que faz toda a diferença”, conta Eliseu, reforçando que, atualmente, as intervenções são o principal trabalho de sua vida como artista.

Adaptado de: https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2015/07/12/noticias-saude,187326/sem-esperar-nada-em-troca-e-possivel-fazer-diferenca-pelo-simples-p.shtml

TEXTO 2

Por que somos altruístas?

Aí entra a explicação de Robert Trivers, um importante nome para a sociobiologia e um dos grandes cientistas a unir a teoria da evolução com estudos sobre o comportamento humano. Também na década de 1970, ele criou o conceito de “altruísmo recíproco” ao defender que somos generosos com base no “uma mão lava a outra” – isto é, no futuro, quem ajudou pode ser ajudado. Isso ocorre no mundo animal, sobretudo em mamíferos. Morcegos-vampiros, por exemplo, vomitam sangue obtido após um dia de caça para ajudar colegas do grupo que não tiveram sucesso na própria busca.

Segundo Nedio Seminotti, professor aposentado de psicologia social da PUCRS, quando o sacrifício é direcionado para um bem comum ou alguém em necessidade, a contribuição para um “todo” ganha relevância.

— Na nossa consciência básica, está uma ideia de olhar para si mesmo e para o outro. Se não estamos ligados ao outro, ficamos mal. Até porque olhar para o outro é uma questão de sobrevivência da espécie. Historicamente, a humanidade evoluiu muito, hoje temos menos violência do que antigamente. E isso só ocorreu porque as pessoas se preocuparam com as outras — defende.Só que isso também não explica a generosidade com desconhecidos. Mas, segundo o psicólogo Andrew Colman, da Universidade de Leicester, o motivo é que somos seres sociáveis que copiam o comportamento um do outro. Em outras palavras, gentileza gera gentileza.

Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2017/11/por-que-somos-altruistas-cja1l2bko03d401tblazulkuv.htm

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema há lugar para o altruísmo na sociedade contemporânea?. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

A versão final do seu texto deve:

1 – conter um título na linha destinada a esse fim;

2 – ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado -, e máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco terão esses espaços descontados do cômputo total de linhas.