Que experiências uma viagem pode trazer?

Leia os textos motivadores.

TEXTO 1

“Comer Rezar Amar”, dirigido por Ryan Murphy, foi baseado no best seller de mesmo título da autora e narradora/personagem Elizabeth Gilbert. O longa traz em seus 133 minutos os dilemas da protagonista Liz (Elizabeth Gilbert), interpretada por Julia Roberts. Liz é uma escritora, residente na cidade de Nova York, que passa por uma crise pessoal em que se questiona sobre sua vida, pois não consegue se enxergar na rotina que tem e no seu casamento. Entre o divórcio e uma nova paixão, essas questões se tornam mais fortes e ela sente falta de viver algo diferente em sua vida. Para tal, Liz decide viajar um ano por três destinos: Itália, Índia e Indonésia.

“Comer Rezar Amar” tem em sua narrativa toda a dinâmica das etapas da viagem, desde a escolha dos destinos até a despedida dos mesmos pela personagem. O comportamento da personagem-viajante, suas experiências e os reflexos causados por elas são colocados em evidência na trama. Esses elementos trazem à tona reflexões sobre o ato de viajar e as possíveis transformações geradas no indivíduo que viaja. 

(…) A busca pela felicidade tem regido os seres humanos, como afirma De Botton (2012) e, viajar é, para ele, uma das poucas atividades que evidenciam isso. Neste sentido, analisando os fatores motivacionais para uma viagem, Iso-Ahola (apud LOHMANN; PANOSSO NETTO, 2008) desenvolveu uma teoria que relaciona elementos psicológicos e sociais, como a fuga da rotina e as compensações a serem encontradas nos lugares de destino. Essa ideia de fuga e compensação se aproximam das ideias de Freud (2010) em que ele discute a necessidade que os indivíduos têm de criar mecanismos para fugir das pressões civilizatórias, conduzindo o raciocínio a partir da premissa de que se a sociedade impõe controles dos impulsos de vida e morte (prazer e conflito), ela também deve disponibilizar instrumentos para escapar disso. 

Adaptado de: http://www.ufjf.br/bach/files/2016/10/ELOA-DE-ARAUJO-NAGIPE-sda.pdf

TEXTO 2

José Tadeu Arantes – Agência FAPESP

Em sua última entrevista, concedida em maio de 1964 ao jornalista e escritor Pedro Bloch, alguns meses antes de morrer, Cecília Meireles (1901–1964), a grande poeta de Vaga Música (1942), Mar Absoluto (1945), Romanceiro da Inconfidência (1953) e tantas outras obras definidoras da literatura brasileira, explicou, em um longo parágrafo, seu amor pela viagem.

“Cada lugar aonde chego é uma surpresa e uma maneira diferente de ver os homens e coisas. Viajar para mim nunca foi turismo. Jamais tirei fotografia de país exótico. Viagem é alongamento de horizonte humano”, disse.

E prosseguiu, exemplificando: “Na Índia foi onde me senti mais dentro de meu mundo interior. As canções de Tagore, que tanta gente canta como folclore, tudo na Índia me dá uma sensação de levitar. Note que não visitei ali nem templos nem faquires. O impacto de Israel também foi muito forte. De um lado, aqueles homens construindo, com entusiasmo e vibração, um país em que brotam flores no deserto e cultura nas universidades. Por outro lado, aquela humanidade que vem à tona pelas escavações. Ver sair aqueles jarros, aqueles textos sagrados, o mundo dos profetas. Pisar onde pisou Isaías, andar onde andou Jeremias … Visitar Nazaré, os lugares santos! A Holanda me faz desconfiar de que devo ter parentes antigos flamengos. Em Amsterdã, passei quinze dias sem dormir. Me dava a impressão de que não estava num mundo de gente. Parecia que eu vivia dentro de gravuras. Quanto a Portugal, basta dizer que minha avó falava como Camões. Foi ela quem me chamou a atenção para a Índia, o Oriente”.

Esse olhar de viajante, que Cecília registrou em crônicas duradouras, foi também a atitude que sustentou sua produção poética. E crônica e poesia dialogaram em sua obra, em mútua influência, compondo uma identidade literária inconfundível.

Adaptado de: hhttp://agencia.fapesp.br/o-ato-de-viajar-como-exercicio-de-contemplacao/20640/

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema que experiências uma viagem pode trazer, seja em sentido real, seja em sentido figurado?

A versão final do seu texto deve:

1 – conter um título na linha destinada a esse fim;

2 – ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado -, e máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco terão esses espaços descontados do cômputo total de linhas.